5 October, 2017

Vendas no Dia das Crianças terão o melhor desempenho em quatro anos

Crédito: visualhunt.com

Lojas de vestuário e calçados deverão apresentar o melhor desempenho nas vendas

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Após dois anos consecutivos de quedas, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima que as vendas associadas ao Dia das Crianças devem movimentar R$ 7,4 bilhões neste ano, um crescimento de 3,4% – já descontada a inflação – na comparação com 2016. Se confirmado, o resultado será o melhor registrado pelo varejo nesta data desde 2013 (+5,1%).

“A perspectiva mais favorável acerca do desempenho do setor nessa data comemorativa se insere em um contexto mais amplo, no qual a recuperação do mercado de trabalho, inflação baixa e juros em processo de redução permitem um resgate parcial das condições de consumo”, aponta Fabio Bentes, chefe da Divisão Econômica da CNC.

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Com alta esperada de 10,2%, as lojas de vestuário e calçados deverão apresentar o melhor desempenho entre os campeões de venda da data. O comércio de brinquedos e eletroeletrônicos também deverá voltar a crescer neste ano (+5,7%), entretanto, em ambos os casos, as variações positivas esperadas para 2017 não repõem as perdas verificadas no ano passado (-12,2% e -7,6%, respectivamente).

Variação nos preços

A evolução recente do preço médio de 11 bens ou serviços mais demandados durante o Dia das Crianças tem demonstrado que a inflação associada a esta data comemorativa deverá ser a menor desde 2001 (+4,3%). Entre os itens que registraram as menores variações de preço, estão os chocolates em barra e bombons (-5,1%), CDs e DVDs (-0,7%) e brinquedos (2,1%).

Queda dos juros reverte as perdas do varejo

A queda na taxa média de juros ao consumidor, influenciada pela significativa desaceleração do nível geral de preços nos últimos meses, tem contribuído para reverter as perdas do varejo. Segundo dados recentes do Banco Central, o juro médio das operações com recursos livres tomados pelas pessoas físicas recuou de 72,4% para 62,3% ao ano, entre agosto de 2016 e de 2017.

Dessa forma, considerando os prazos médios vigentes – que se mantiveram praticamente estáveis nesse período – as prestações médias mensais de um empréstimo simulado de R$ 1.000 recuaram 8,3% nesse período, atingindo R$ 46,85 mensais em agosto de 2017 – a menor prestação nessa operação desde agosto de 2015 (R$ 46,75).

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