Verão vai marcar o início da recuperação do Turismo no País

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Para diretor da CNC, Alexandre Sampaio o retorno das viagens deverá aquecer o mercado doméstico
Para diretor da CNC, Alexandre Sampaio o retorno das viagens deverá aquecer o mercado doméstico
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Divulgação

Um dos setores mais impactados pelas restrições provocadas pela pandemia do novo coronavírus, que fechou fronteiras e impôs o isolamento social, o Turismo deve ter no verão uma oportunidade de intensificar sua trajetória de recuperação. Segundo Alexandre Sampaio, diretor da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a estação, que tem início na segunda quinzena de dezembro, vai marcar o encontro dos turistas brasileiros com as atrações domésticas. “A expectativa para o verão é a melhor possível, será o início da recuperação pela qual o turismo brasileiro vai passar no ano que vem”, destacou Sampaio, que participou, nesta terça-feira (13/10), da Bússola Live “Turismo no pós-pandemia: novos protocolos e possibilidades”, realizada pelo Grupo FSB e pela Exame.

O caminho de retorno das atividades turísticas em direção ao cenário pré-crise, porém, já começou. A CNC calcula mensalmente as perdas do setor e vem identificando uma redução gradual dos prejuízos, a partir da flexibilização e da reabertura gradual da economia. Apesar disso, o Turismo já acumula mais R$ 207 bilhões de perdas, de março a agosto, período no qual foram fechados quase 50 mil estabelecimentos ligados à cadeia turística. “A tendência é que o faturamento real do setor encolha cerca de 38% neste ano, com perspectiva de volta ao nível pré-pandemia somente no terceiro trimestre de 2023”, afirma Sampaio, que também é responsável pelo Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur) e presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA).

Sistema Comércio

O prognóstico, contudo, não impede que os representantes do segmento turístico estejam otimistas com o ritmo da reação do mercado nos próximos meses. Sampaio, que acredita que a recuperação será lenta, mas sólida, aproveitou a oportunidade para destacar a importância das ações que têm sido desenvolvidas pelo Sistema Comércio na pandemia: “Estamos todos encarando esse momento com muita seriedade e, nesse contexto, as iniciativas do Sistema têm sido essenciais, como as realizadas pelo Sesc e pelo Senac, com cursos que permitem reciclar os funcionários e deixá-los aptos a atender o público dentro das novas exigências e recomendações sanitárias”.

Além de Sampaio, participaram do debate Gervasio Tanabe, presidente-executivo da Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (ABRACORP), João Marcello Barreto, presidente da Orla Rio, e Sandro Fernandes, CEO do Bondinho Pão de Açúcar. Eles também acreditam que a tendência é de uma retomada gradual, impulsionada pelo mercado doméstico.