GT Turismo de Fronteira debate desafios da região na pandemia

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Com mais de 15 mil km de áreas de fronteira com 10 países vizinhos, o Brasil teve os desafios políticos, estruturais e territoriais da região agravados pela pandemia
Com mais de 15 mil km de áreas de fronteira com 10 países vizinhos, o Brasil teve os desafios políticos, estruturais e territoriais da região agravados pela pandemia

O Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) reuniu o Grupo de Trabalho (GT) Turismo de Fronteira, em 19 de fevereiro, de forma virtual, para estabelecer medidas prioritárias voltadas à região de fronteira, altamente impactada pelas restrições de segurança instituídas durante a pandemia do novo coronavírus.

O GT, composto por representantes das Federações do Comércio (Fecomércios) dos 11 Estados brasileiros que possuem fronteiras internacionais, foi convidado pela Comissão Permanente para o Desenvolvimento e a Integração da Faixa de Fronteira (CDIF) para propor iniciativas e medidas necessárias à retomada do desenvolvimento nas regiões de fronteira, em reunião a ser realizada na terça-feira (23/02). O CDIF é um órgão de assessoramento do governo federal, instituído para debater questões de desenvolvimento e integração fronteiriços.

Para o diretor da CNC responsável pelo Cetur, Alexandre Sampaio, a reunião representa um passo importante para o GT. “Mesmo trabalhando de forma remota, as ações não podem parar. Esperamos, neste ano, tocar pautas importantes para o setor e materializar nossas metas dentro das possibilidades”, afirmou, na abertura do encontro virtual.

A responsável pela curadoria do GT Turismo de Fronteira, Walkiria Capusso, ressaltou que, diante de um período de crise sem precedentes para o setor turístico, é preciso focar a infraestrutura econômica e o desenvolvimento produtivo para recuperar o turismo nas fronteiras. "Nós temos que investir, inicialmente, em compromissos palpáveis, como capacitação de pessoas e investimento em atrativos da região fronteiriça, como a gastronomia, por exemplo.  A estrutura do Sesc e do Senac nos Estados pode contribuir para essa logística", avaliou.

A superintendente da Fecomércio do Estado de Roraima, Yolanda Herbster, destacou que o processo de vacinação será fundamental para a retomada econômica. “Os empresários da região estão apostando no produto interno, com investimento em espaços de entretenimento e lazer. Como as fronteiras com Colômbia e Venezuela estão fechadas, a situação está muito difícil. Por isso, estamos ansiosos pela imunização no Estado para que possamos avançar”, enfatizou.

Com mais de 15 mil km de áreas de fronteira com 10 países vizinhos – Argentina, Bolívia, Colômbia, Guiana, Guiana Francesa, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela –, o Brasil teve os desafios políticos, estruturais e territoriais da região agravados pela pandemia. “Nós precisamos trabalhar para destravar a economia e dar um direcionamento à ocupação das fronteiras, identificando potencialidades para virar esse jogo”, concluiu a curadora do GT, Walkiria Capusso.