Sumário Econômico - 1625

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31 jan A 01 fev 20
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GECOM/PV

Sem segredos nem ideologia: a agenda para a recuperação é fazer a lição certa  - Controle de despesas, juros baixos e reformas para acelerar a recuperação da economia. Um dos fatores mais importante para a retomada é a confiança da sociedade nas metas do governo e do Banco Central. Para isso, a credibilidade dessas instituições é essencial, pois o mercado pode ancorar suas estimativas e, assim, buscar resultados de longo prazo. Para que o governo consiga atingir resultados esperados, precisa demonstrar capacidade para alcançá-los. Mesmo com a adoção de medidas para combater os impactos sociais da crise de saúde, o governo tem atentado para as despesas dentro do teto dos gastos, e ainda alertado para a retomada da agenda de reformas no pós-pandemia.  Durante este período crítico, o governo também está fazendo a sua parte, auxiliando os agentes econômicos sem se afastar da âncora fiscal, com credibilidade. As principais medidas são o programa de distribuição de renda emergencial às famílias mais vulneráveis, e o auxílio às empresas de menor porte com as possibilidades de suspensão dos contratos de trabalho ou redução da jornada com pagamento proporcional dos salários. Com o Paulo Guedes no comando da economia, não temos dúvida do seu compromisso rígido com a política fiscal. Precisa haver determinação diária de compromissos fiscais, como a meta de gastos e mais reformas, como a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) emergencial e tributária. Se as expectativas mudarem, ou não ficarem ancoradas, os juros de longo prazo irão subir, o que fragilizará o Brasil a choques externos.

BNDES Crédito Cadeias Produtivas - O governo tem se esforçado em fazer com que o crédito chegue na ponta e, assim, possa atingir as funções para as quais foi criado. Com a crise, o aumento do risco é realidade. No contexto de baixo ritmo da atividade empresarial, o apetite dos bancos para emprestar diminui e o preço da operação cresce, notadamente, se houver exigências e cobrança de reciprocidade. Enquanto a concentração no sistema bancário explica em parte as dificuldades por que as empresas demoram em conseguir ou não obtêm recursos, principalmente as de micro e pequeno portes, fazer com que o crédito flua tem sido um desafio para os formuladores de política pública. Para dar mais efetividade às políticas públicas diante do quadro de incertezas que permeia a economia brasileira, recentemente, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançou o Programa Crédito Cadeias Produtivas. Importante iniciativa, visando aproveitar relações de mercado e vínculos de negócios existentes, com o público-alvo definido entre grandes empresas, pequenas e médias. O financiamento é exclusivo para capital de giro. O prazo de pagamento é de até cinco anos, incluído o prazo de carência de até 24 meses, com prazo de utilização de até 12 meses.  A taxa de juros parece ser o grande atrativo. Selic de 2,25% ao ano mais a remuneração do BNDES de 1,1% ao ano e taxa de risco de crédito variável conforme riscos do cliente e o prazo de financiamento.

Fonte solar fotovoltaica - Segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o Brasil terá 1,3 milhão de consumidores com geração distribuída até 2029. Embora o avanço na inserção das novas energias renováveis (solar e eólica) na matriz elétrica seja significativo, ainda há muito para se trilhar. O Brasil é um país de grande potencial para a utilização dessa fonte para a geração de energia elétrica, em especial em larga escala. Isto ocorre por uma série de características naturais favoráveis, tais como os altos níveis de insolação. Tais fatores potencializam a atração de investidores e o desenvolvimento da fonte, permitindo que se vislumbre um papel importante na matriz elétrica para essa fonte. Cabe destacar que, desde o primeiro leilão de energia nova em 2013, no qual ocorreu a primeira participação da fonte solar, o número de empreendimentos fotovoltaicos cadastrados para participação em leilões tem aumentado consideravelmente. A fonte solar fotovoltaica foi responsável pela geração de mais de 37 mil empregos nos primeiros cinco meses de 2020, mesmo com a queda da atividade econômica decorrente da pandemia da Covid-19, segundo levantamento exclusivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). Segundo a entidade, de janeiro a maio deste ano, o setor adicionou 1.236,6 megawatts (MW) em capacidade instalada, o que representa um crescimento de 27,3% frente ao acumulado no período em 2019. No acumulado desde 2012, a fonte já ultrapassou a marca de 5,7 gigawatts (GW) de potência operacional total, somando a geração centralizada e os sistemas de pequeno porte (geração distribuída). Com isso, a energia solar agregou mais de R$ 30 bilhões em investimentos ao Brasil, gerando 165mil novos empregos no período.