Setor imobiliário precisa de estímulo para ajudar economia, avalia CBCSI

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Diretor executivo de Habitação da Caixa Econômica Federal, Matheus Sinibaldi, ao lado do coordenador da CBCSI, Pedro Wähmann
Reunião da CBCSI na CNC/DF

Representantes do setor imobiliário estiveram reunidos, no dia 4 de dezembro, em encontro da Câmara Brasileira de Comércio e Serviços Imobiliários (CBCSI), realizado na Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em Brasília. O evento, coordenado por Pedro Wähmann, presidente do Secovi Rio, debateu os principais temas que têm impactado o segmento.

Um dos destaques da reunião foi a apresentação do diretor executivo de Habitação da Caixa Econômica Federal, Matheus Sinibaldi, que falou sobre a atuação da instituição financeira no ramo imobiliário e se mostrou otimista com as projeções para o próximo ano. “Com o controle da inflação e juros menores, o mercado aponta um cenário adequado à retomada de investimentos. O desemprego também vem diminuindo no setor imobiliário e de construção civil, o que aumenta o índice de confiança do consumidor”, explicou.

O diretor da Caixa destacou também que o volume de crédito imobiliário fornecido pela instituição, ascendente desde 2016, é um dos principais vetores de crescimento e retomada do País. “Nos últimos anos, o nosso setor tem aquecido a economia e causado um impacto positivo no PIB brasileiro. Nós geramos infraestrutura, oportunidades em construção civil e seguradoras, aquecimento da indústria e comércio de móveis e eletrodomésticos, e impactamos outros vários setores que se beneficiam, direta e indiretamente, da Caixa, sendo o principal player desse segmento no Brasil”, afirmou.

Por fim, Sinibaldi observou que, mesmo que o cenário seja positivo, ainda há muito espaço para o crescimento do setor de habitações no País, que “tem como grande desafio a busca de novas alternativas de funding e investimentos”.

Acompanhamento legislativo

Durante a reunião, também foram apresentadas proposições que tramitam no Congresso Federal e interferem diretamente no segmento imobiliário. O vice-presidente da Fecomércio-RS e presidente do Secovi-RS, Moacyr Schukster, explicou que atualmente 131 proposições devem ser monitoradas pelo grupo e chamou a atenção para os projetos que vão prejudicar o setor caso sejam aprovados. “Há um projeto que propõe que o boleto referente às taxas de condomínio e outros encargos, como luz e água, contenha informações detalhadas sobre o que está sendo cobrado de cada unidade. É um projeto que apenas gera burocracia ao condomínio”, disse.

Outro exemplo citado por Schukster foi um projeto que determina alterações na forma de rateio do valor dos condomínios, retirando a autonomia dos condôminos de regular divisão de valores nas convenções de condomínio. Segundo o vice-presidente, “a prevalência da vontade dos condôminos de regularem suas decisões em assembleias, sem interferência legislativa, é o que defendemos acima de tudo”.

O coordenador da CBCSI, Pedro Wähmann, ressaltou que o frágil momento econômico do País exige que as proposições sejam pensadas para aquecer o mercado imobiliário. “A construção de novos imóveis significa multiplicação na economia em várias áreas, por isso as leis devem ser feitas para impulsionar o segmento com praticidade”, concluiu. 

Associativismo

Para finalizar a reunião da CBCSI, a presidente do Sindicato da Habitação de Minas Gerais (Secovi/MG), Cássia Ximenes, fez uma apresentação aos participantes sobre como as entidades sindicais podem angariar e manter associados, defendendo que o associativismo é o melhor caminho para os sindicatos imobiliários. “Associativismo e representatividade significam desenvolver o nosso trabalho de maneira mais próxima aos associados, com canais de comunicação mais diretos”, afirmou.

Ximenes ressaltou também que as entidades sindicais devem oferecer atrativos aos associados, citando como exemplo as universidades do mercado imobiliário, que oferecem uma série de cursos sobre o tema. “Além disso, nós devemos pensar estratégias para oferecer convênios, parcerias, certificações, congressos, palestras e outros produtos”, finalizou.